PASSEIO PUBLICO
Localizado no Centro histórico do Rio de Janeiro, entre a Lapa e a Cinelândia, o Passeio Público é o primeiro parque ajardinado do Brasil e das Américas, e foi concebido por um dos maiores artistas do período colonial brasileiro: Mestre Valentim da Fonseca e Silva.
Cnstruído em 1783, o Passeio foi o grande ponto de encontro da população carioca nos séculos XVIII e XIX. Em seu interior, os habitantes do Rio de Janeiro e os viajantes que visitavam a cidade podiam contemplar, além de variadas espécies da flora nacional, obras de arte confeccionadas por Mestre Valentim, como chafarizes, esculturas e pirâmides.
No local onde hoje se encontra o Passeio Público existiu, até o final do século XVIII, uma lagoa chamada de Boqueirão da Ajuda. Essa lagoa era a única do Rio que desaguava no mar e impedia a ligação da cidade com o caminho do Engenho D'El Rei, que levava à zona sul.
Muitos cronistas da história do Rio se referem à lagoa do Boqueirão como um pântano pestilento, tal como Joaquim Manuel de Macedo em Um passeio pelo Rio de Janeiro: É verdade que o Boqueirão da Ajuda oferecia uma vista magnífica, mas a lagoa que ali se encontrava era repugnante(...) Mostrava-se de feio aspecto, às vezes exalava um cheiro desagradável e, na opinião de muitos, passava por ser um foco de peste(...)
Como
não havia serviço de esgoto na época, o Boqueirão da Ajuda
era utilizado, assim como todas as lagoas do Rio no período
colonial, para o despejo dos dejetos da população. Devido à
insalubridade da lagoa, toda a região da Lapa era despovoada,
conforme também relatou Joaquim Manuel de Macedo: O lugar era
desestimado; a povoação da cidade interrompia-se naquele ponto,
onde apenas se viam três ou quatro humildes casinhas. Mesmo
assim, o Boqueirão era usado para banho, como se observa na
famosa tela de Leandro Joaquim, onde crianças se divertem na
água, em meio a muares, que atravessam a lagoa.
Em meados do século XVIII, uma forte epidemia de gripe e febre
atingiu grande parte da população carioca. A epidemia ficou
popularmente conhecida como Zamparina, em referência a uma
cantora italiana que morrera vítima da moléstia. Em pouco
tempo, a expansão da epidemia na cidade foi atribuída aos
miasmas provenientes da lagoa do Boqueirão. O então vice-rei,
resolveu aterrar o charco, desobstruindo assim a ligação da
cidade com a zona sul. Para ocupar aquele local, o vice-rei
decidiu criar um jardim público, que seria o primeiro das
Américas.
A lagoa do Boqueirão foi aterrada com material proveniente do
desmonte do pequeno Morro das Mangueiras, que se erguia onde hoje
está a Rua Visconde de Maranguape, na Lapa. A tarefa de arrasar
o morro, aterrar a lagoa e construir o jardim foi entregue a
Mestre Valentim, considerado o melhor escultor da cidade na
época.
O aterramento da lagoa recuperou uma área equivalente a 20 hectares, provocando o povoamento daquela região e a abertura das ruas do Passeio e das Belas Noites (atual das Marrecas). Segundo alguns cronistas, o próprio Valentim teria delineado as ruas de acesso ao parque. Realizado o aterro, foi imediatamente construído um cais, para que as ondas do mar não invadissem o jardim. Em seguida, Mestre Valentim iniciou os trabalhos de ornamentação do Passeio, que seria construído entre 1779 e 1783.
O Passeio Público foi a primeira área urbanizada do Rio de Janeiro. Um dos motivos da criação do jardim foi tornar a cidade mais saudável. Segundo a historiadora de arte Anna Maria Monteiro de Carvalho, estava embutido no Passeio o conceito iluminista de saúde pública, segundo o qual devia-se dar ar puro e luz à população. Para Sonia Gomes Pereira, o Passeio Público do Rio foi inspirado no Passeio Público de Lisboa.
Mestre Valentim desenhou um parque em estilo francês, com ruas em linhas retas formando desenhos geométricos de tamanhos diversos. As duas ruas principais formavam uma cruz, com uma grande praça no centro. O jardim era fechado por um muro alto, com janelas e grades de ferro. Na entrada, dois pilares de pedra firmavam um vistoso portão. No interior foram instaladas mesas e bancos para uso público. Mestre Valentim não trabalhou apenas como supervisor e autor da planta do Passeio, mas também confeccionou todas as peças de arte, inclusive as de metal, as primeiras fundidas no Brasil.
No fundo do jardim, quatro escadas de pedra levavam ao belvedere, que se debruçava sobre a baía da Guanabara. O belvedere, ou terraço, possuía cerca de 10m de largura e tinha piso de mármore policromado. Junto ao parapeito, Valentim construiu sofás de alvenaria, revestidos por azulejos de inspiração mourisca. O terraço era cercado por uma balaustrada de bronze e contava com uma iluminação especial, fornecida por lampiões de óleo de peixe. Dali, segundo o Padre Luiz Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca, se gozava a mais bela vista da barra.
O Passeio só se tornou realmente público em 1793, quando foi aberto à toda a população carioca. Até então, o jardim era exclusivo das figuras mais importantes da cidade - a boa sociedade, como descreveu o viajante George Staunton em 1792.
A criação do parque valorizou aquela região. Em pouco tempo o Passeio se tornou o grande ponto de encontro da sociedade setecentista do Rio de Janeiro. Ali as famílias faziam o footing, enquanto se formavam rodas de modinhas, lundus, cantigas e leitura de versos, como confirmou Machado de Assis em crônica no A Semana em 1895: Sabeis também que o povo levava a guitarra, a viola, a cantiga, e provavelmente o namoro. Em 1786 aconteceu no Passeio uma grande festa em comemoração ao casamento de d.João VI e Carlota Joaquina. Até meados do século XIX, o Passeio era uma das únicas opções de lazer dos cariocas, ao lado das festas da corte e das procissões e festas religiosas.
No Passeio dos tempos de Valentim foram plantadas espécies vegetais diversas como mangueiras, oitizeiros, palmeiras, amendoeiras e até uma araucária. Segundo José Mariano Filho, fundador do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o Passeio foi, como seria depois o Jardim Botânico, um campo de aclimação de espécies vegetais exóticas. A Flora do Brasil era pouco conhecida e os vice-reis queriam a todo transe introduzir aqui as especiarias asiáticas (...)
LOCALIZACAO
O Passeio Público localiza-se nas imediações da Lapa e da Cinelândia, no Centro do Rio, entre as ruas do Passeio, Teixeira de Freitas, Mestre Valentim e Luiz de Vasconcelos. O parque está aberto à visitação diariamente, das 9h às 17h.
Os 33.649 m² de área do Passeio são habitados por espécies vegetais variadas e por algumas espécies animais. O parque possui mais de 90 espécies de grande porte, como mangueiras, goiabeiras, figueiras, pitangueiras, pau-mulato, bambus, coqueiros, palmeira-areca, cacto-rabo-de-rato, bromélias, flamboyants, pés de tamarindo, baobás, gameleiras, pau-rosa, pau-ferro, pau-rei, oitizeiro, carvalho negro do Brasil, jequitibá, ipê roxo, perobeira, palmeira imperial, uma grande amendoeira e até pau-brasil. A fauna é composta por muitas aves que freqüentemente pousam nas árvores e nos jardins, como rolinhas, sabiás, bem-te-vis, saíras-amarelas, garças e beija-flores.
Feira de Cartões-Postais antigos
Aos domingos, na parte da manhã, o Passeio sedia uma feira de colecionadores de selos e cartões-postais antigos, entre outros objetos.
Rua Mestre Valentim
A Rua Mestre Valentim foi aberta em 18 de novembro de 1937, começando na Av.Luís de Vasconcelos e terminando na Rua Teixeira de Freitas. Na rua, hoje incorporada à Av.Beira-Mar, existia antigamente um ponte de bondes. A Av.Luís de Vasconcelos, conhecida anteriormente como Rua do Boqueirão, foi aberta originalmente em 1917 e realinhada em 1937, entre as praças Deodoro e Mahatma Gandhi
Sobre as Ruas Mestre Valentim e Luís de Vasconcelos escreveu Brasil Gerson: Na verdade, coisa melhor mereciam eles, porque praticamente nenhuma das duas tem feitio e consistência de rua, convertidas em meros espaços vazios, sem placas, sem casas, sem moradores, sem coisa alguma, afinal, capaz de estabelecer uma ligação qualquer entre elas e eles
Chafariz do Monroe (de Louis Sauvageau / 1861) - Praça Mahatma Gandhi, s/n.
Estátua do Mahatma Gandhi (1964) - Praça Mahatma Gandhi, s/n.
Monumento ao Marechal Deodoro (de Modestino Kanto / 1937) - Praça Deodoro, s/n.
Chafariz dos Jacarés
O maior destaque artístico do Passeio é sem dúvida o Chafariz dos Jacarés, fonte abastecida no passado pelo Chafariz da Carioca, por intermédio de canos subterrâneos. Localizada na extremidade do jardim, a fonte é composta por um largo tanque de cantaria e por peças em bronze, fundidas por Mestre Valentim na Casa do Trem.
O Chafariz dos Jacarés, também conhecido como Fonte dos Amores, foi construído em um pequeno outeiro artificial formado de pedras presas por plantas e arbustos. Sobre as pedras se encontravam pousadas três aves pernaltas que jorravam água pelos bicos. Na base, dois jacarés entrelaçados lançavam água pelas bocas para um grande tanque. Completava o conjunto um coqueiro de ferro, descrito por vários viajantes que visitaram a cidade no período colonial. Segundo o escritor Joaquim Manuel de Macedo, o vento destruiu os galhos do coqueiro, que acabou sendo retirado do parque, bastante deteriorado, em 1806, a mando do vice-rei Conde dos Arcos. Em seu lugar foi instalado, em um pedestal de granito, um busto da deusa Diana em mármore.
O coqueiro de ferro faz parte de uma história romântica registrada por Valentim no conjunto do chafariz. Uma antiga lenda contava que o vice-rei d.Luís de Vasconcelos apaixonara-se por uma moça pobre chamada Suzana que vivia nas redondezas do jardim, em uma casa ladeada por um coqueiro.
O Chafariz dos Jacarés do Passeio Público teve papel importante na evolução da arte no Brasil, por representar a primeira tentativa de estilização de animais da fauna nacional. Com esta obra, Valentim torna-se um dos precursores da nacionalização da arte brasileira. Não só a Fonte dos Jacarés, mas todos os chafarizes executados pelo mestre se afastaram da influência portuguesa. Outra inovação de Valentim é o fato dele ter feito a água sair da boca de animais e não das tradicionais carrancas. Para José Mariano Filho, a idéia de fazer a água jorrar da boca de animais constitui por si só, uma inovação, sob o ponto de vista concepcional.
Do conjunto original do Chafariz dos Jacarés não restou quase nada, a não ser o próprio corpo da fonte e os jacarés. Não se sabe qual foi o fim do busto de Diana, que até bem pouco tempo atrás adornava o chafariz. As aves pernaltas (chamadas também de garças, saracuras ou íbis) foram levadas em 1905 para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a pedido do então diretor da instituição, João Barbosa Rodrigues
Fonte do Menino
Subindo-se em direção ao terraço, vê-se, nas costas do Chafariz dos Jacarés, a Fonte do Menino, outra criação de Valentim. Originalmente, a fonte era composta por um menino de mármore segurando um cágado, que por sua vez lançava água para um barril de granito. A legenda Sou útil, ainda que brincando acompanhava a escultura. Segundo historiadores, esta obra era uma tentativa de dotar a cidade de mais pontos d'água.
A
escultura do menino da bica, chamada de gênio de mármore pelo
historiador Monsenhor Pizarro, foi substituída por uma cópia de
chumbo, fundida em 1841
A água passou a sair de um jarro (hoje inexistente), localizado
nas mãos do menino. A réplica da escultura foi criticada por
muitos historiadores, pois foi confeccionada com asas de
borboleta e com o dobro do tamanho da original. A última parte
do barril e o degrau de granito também foram esculpidos em 1841.
No
conjunto da fonte vê-se ainda o gradil de ferro que une o bloco
à pilastra, e o escudo rococó em pedra de Lioz com as armas do
vice-rei de d.Luís de Vasconcelos.
o Pirâmides
Chamam a atenção de quem visita o Passeio duas pirâmides triangulares localizadas dentro de um lago, em frente ao Chafariz dos Jacarés. As pirâmides de granito carioca foram esculpidas por Mestre Valentim em 1806, no governo do Conde dos Arcos, e trazem, em medalhões de mármore branco, as inscrições À Saudade do Rio (esq.) e Ao Amor do Público (dir.).
No artigo As pirâmides triangulares de Mestre Valentim, publicado no jornal O Estado de São Paulo de 10/12/1966, Maria Eugênia Franco, diz que as agulhas do Passeio Público, por sua forma e característica não figurativa, podem ser consideradas precursoras da escultura abstrata: Com elas, Valentim da Fonseca emancipou-se totalmente, de certo pela primeira vez na arte brasileira, da preocupação figurativa. Para a autora, Mestre Valentim valorizou as pirâmides ao confeccioná-las em pedra, unindo formas retas a suaves curvas. Esperamos que as pirâmides triangulares de Mestre Valentim possam um dia ser amplamente acolhidas, em sua nobre linguagem de símbolos e belezas plásticas, escreveu ela.
As
pirâmides de Valentim permaneceram cobertas por um espesso
tapete de hera durante muitos anos, até que José Mariano Filho
chamou a atenção das autoridades públicas sobre aquela
situação. Em 1948 o tapete de hera das pirâmides, registrado
em dezenas de fotografias, foi finalmente retirado. As pirâmides
de granito foram as últimas obras de Valentim para o Passeio.
o Portão de entrada e
Medalhão de d.Maria I
Outro destaque do Passeio é seu belo portão de ferro, instalado na entrada do parque (Rua do Passeio) e executado sobre dois pilares de pedra lavrada. A peça, em estilo rococó, foi concebida por Mestre Valentim e apresenta elementos típicos da obra do artista, como guirlandas de rosas e margaridas. O portão de ferro é ornamentado também por plumas e folhagens estilizadas, e rocalhas
Por
cima dele encontra-se um medalhão de bronze dourado que traz, no
lado interno, as armas da cidade e, no externo, as efígies da
rainha d.Maria I e de seu marido, d.Pedro III. Na face da monarca
portuguesa lê-se o dístico Maria Iª et Petrus III Brasiliae
Regibus 1783.
As armas da cidade do RJ substituíram as armas do Império,
exibidas no passado no medalhão. Além de seu valor artístico,
o medalhão de d.Maria I tem grande valor histórico por ser uma
das poucas referências em via pública, no Brasil, à memória
da rainha de Portugal, que viria a morrer no Rio de Janeiro em
1816.
Estátuas das Estações do Ano
No interior do Passeio encontra-se também um grupo de estátuas de ferro trazido de Paris representando as estações do ano. As esculturas foram desenhadas por Mathurin Moreau e fundidas em 1860 no Val D'Osne. Até pouco tempo atrás as Quatro Estações do Passeio estavam desfalcadas, pois a estátua que representa o Inverno se encontrava desaparecida. Recentemente, o advogado Francisco José Andrade Ramalho, um apaixonado pelos monumentos do Rio, descobriu a estátua do Inverno nos jardins do Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no bairro de Santa Teresa. Em breve, as quatro esculturas serão novamente reunidas no Passeio. Segundo Ramalho, o Inverno está representado pela figura da deusa romana Vesta, protetora dos lares e templos e associada ao fogo sagrado. A estátua do Inverno do Passeio possuía originalmente uma lamparina.
Bustos
No início do século XX, o Passeio passou a ser ornamentado por bustos de personalidades brasileiras, esculpidos por artistas como Rodolfo Bernardelli, Humberto Cozzo, Eduardo de Sá, Paulo Mazzuchelle, Honório Peçanha e Correia Lima, entre outros. O primeiro busto instalado no parque foi o do poeta Gonçalves Dias, inaugurado a dois de junho de 1901. Em 1912, quando da inauguração do busto do jornalista Ferreira de Araújo, o orador oficial da cerimônia, Félix Pacheco, se referiu ao Passeio como um parque de hermas.
Busto de Mestre Valentim
A idéia de dar ao Passeio um busto de seu criador surgiu em 1899, quando Araújo Vianna, professor de História da Arquitetura da Escola de Belas Artes, escreveu um artigo no jornal A Notícia, ressaltando a necessidade de se homenagear o maior artista colonial do Rio de Janeiro. O artigo foi ilustrado por um desenho que retratava Valentim, executado por Lucílio de Albuquerque a partir da tela "Reconstrução do Recolhimento do Parto", na versão de Leandro Joaquim. Segundo Araújo Vianna, era uma ingratidão deixar viver no olvido a memória de um artista, que foi uma legítima glória nacional.
Só em 1912, o projeto do busto de Valentim sairia do papel, por iniciativa de Júlio Furtado, então inspetor de Matas e Jardins do Distrito Federal. A idéia de Furtado era inaugurar o monumento no dia do centenário da morte do artista, a 1º de março de 1913.
O busto foi executado por Joaquim Rodrigues Moreira Júnior, professor da Escola Normal de Artes e Ofícios e da Escola Técnica Nacional. Moreira Júnior fora aluno de Rodolfo Bernardelli e João Zeferino da Costa, e para executar a peça, se inspirou no desenho do artista feito por Lucílio de Albuquerque.
No dia da inauguração do monumento, 01/03/1913, o Passeio foi inteiramente ornamentado com bandeiras e galhardetes. Várias autoridades e personalidades ilustres compareceram à cerimônia, como o escultor Rodolfo Bernardelli, o pintor Eliseu Visconti, o inspetor Júlio Furtado, além de nomes das artes e letras, como Araújo Vianna, Marques Júnior, Oscar Lopes e Leal de Sousa. O poeta Goulart de Andrade foi o orador da solenidade. A banda do Corpo de Bombeiros executou a protofonia de O Guarani, de Carlos Gomes, enquanto senhoras atiravam pétalas de rosas no monumento. Em seu discurso, Goulart de Andrade salientou que Valentim foi um consciente fator de emancipação política de seu país, porque trouxe para a vida, congênita no sangue, a surda revolta dos subjugados. Segundo o Jornal do Comércio, um homem negro tomou a palavra e agradeceu às autoridades presentes pela iniciativa de homenagear Mestre Valentim
Terminada a cerimônia, o grupo dirigiu-se para a Igreja de N.S.do Rosário e São Benedito, para a inauguração da lápide do túmulo de Valentim. Durante todo o dia dezenas de pessoas visitaram o Passeio e o busto. Os demais lugares da cidade onde existiam trabalhos de Valentim foram sinalizados por fitas verdes e amarelas, com grandes laços.
O busto de Valentim, em bronze, possui 60cm de largura e 60cm de altura, enquanto a base, de granito, possui 60cm de largura e 2m de altura.
Acervo Diverso
Completam o acervo do Passeio dois quiosques de ferro, em referência aos velhos quiosques que existiam na cidade no início do século, e a ponte de ferro revestida de cimento imitando galhos de árvore, trazida de Paris e instalada na Reforma Glaziou
Algumas peças que integravam o acervo do Passeio não podem mais ser vistas no jardim, como a Fonte do Velho, que se localizava dentro de um lago, à direita do portão principal. A peça, também conhecida como Velho com ânfora ou Fonte de Tritão, foi executada em bronze por Nicolina Vaz de Assis, considerada a primeira escultora brasileira. A Fonte do Velho do Passeio Público foi roubada em outubro de 1993. O velho (ou Netuno) levava no ombro uma ânfora, da qual a água caía para o lago.
Em 1896 foi instalada no interior do Passeio uma fonte luminosa, de origem e autor desconhecidos, e de curta existência.