ESTAÇÃO DA ESTRADA DE FERRO LEOPOLDINA
A Estrada de Ferro Leopoldina, foi a continuadora da Rio de Janeiro Northern, que iniciou seus serviços em 1870. Erroneamente se pensa que o nome foi uma homenagem à Imperatriz Maria Carolina Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II, ou sua neta, homônima, filha de D. Pedro II e Da. Tereza Cristina Maria. Porém, na realidade, o seu nome se deve à cidade mineira de Leopoldina, ponto terminal da estrada em 1870.
Quando foi à falência, em 1883, os ingleses dela tomaram conta, até o início da Primeira Guerra Mundial. A sua estação principal de cargas e passageiros, era na Prainha, atual Praça Mauá, local dos "ferry boats", que levava os vagões para Niterói, ponto de partida para o Estado de Minas e Rio de Janeiro. Quanto aos trens para Petrópolis, até 1926 partiam da Estação São Francisco Xavier, no Engenho Velho. Naquele ano foi inaugurada a nova Estação Barão de Mauá, na avenida Francisco Bicalho, esta, por sua vez, aberta em 1906 durante a gestão Pereira Passos.
Fez o projeto da nova Estação, em estilo neoclássico tardio, o arquiteto francês Joseph Gire, o mesmo que projetou o Copacabana Pálace Hotel. Inaugurou a construção, ainda faltando uma ala, o Presidente Arthur Bernardes, mineiro. No hall principal foi colocado o busto de Irineu Evangelista de Souza, Barão e depois Visconde de Mauá(1813-1889), que foi trazido da antiga Estação de Petrópolis. Mauá criou a primeira linha férrea da América Latina em 1854, ligando Fragoso, em Magé, à Raiz da Serra. Essa linha depois foi encampada pela Northern e funcionou até 1964.
Da Estação da Leopoldina saía o famoso "Trem de Prata", viagem turística para São Paulo de efêmera existência. Existe um projeto de se converter a Estação Leopoldina em centro cultural, haja vista a beleza de suas linhas. O prédio nunca foi completado e hoje é tombado pelo município.