ESTAÇÃO CENTRAL DO CORPO DE BOMBEIROS - CPO. DE SANTANA
No dia 02 de julho de 1856 foi criado pelo Decreto no. 1.775 o "Corpo Provisório de Bombeiros da Côrte", reunindo numa só corporação as diversas seções de "apagadores de incêndio" que existiam nos Arsenais de Guerra e Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção. Em 1860, foi o Corpo de Bombeiros organizado definitivamente, cujo efetivo passou a ser de 109 homens.
Em 1864 foi criado o quartel do Corpo de Bombeiros no Campo de Santana. Com o rápido crescimento da cidade, tornou-se diminuto, impondo-se sua reconstrução. Em 1898 o Presidente da República Campos Sales autorizou a construção de um novo quartel, cujo projeto coube ao Coronel (depois Marechal) Francisco Marcelino de Souza Aguiar, engenheiro-arquiteto dos mais gabaritados, e que seria Prefeito do Rio em 1906/09. As obras prosseguiram com vagar, sendo apenas inauguradas no dia 23 de maio de 1908, pelo Presidente Afonso Pena, tendo ocorrido na ocasião pomposa festa de inauguração, onde foram testados com sucesso diversos equipamentos. O Presidente da República subiu os 268 degraus da tôrre de observação e secagem de mangueiras para apreciar o panorama, afinal de contas, era, naquela época, das mais altas construções da cidade.
O prédio possui elegante fachada em estilo eclético, inspirado na arquitetura românica francesa. Internamente, possui elaborada estrutura em ferro vinda da Europa e acabamento requintado. Custou, ao preço da época, a vultuosa quantia de 1.302 contos. A construção é tombada pelo município.
Em 1834 a Câmara Municipal resolveu construir o primeiro mercado público do Rio de Janeiro, no Largo do Paço. O projeto foi executado pelo arquiteto Grandjean de Montigny naquele mesmo ano, mas a obra arrastou-se até setembro de 1841. Era um edifício térreo, com fachadas para o Largo do Paço, rua do Mercado, rua do Ouvidor e Docas da Alfândega. Em 1872 acrescentaram-no mais um andar. Era exatamente onde hoje está o prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Pequeno e obsoleto para as necessidades crescentes da cidade, decidiu o Prefeito Pereira Passos erguer um mercado maior, lançando a pedra fundamental do novo prédio a 23 de maio de 1903, sobre os aterros que ampliaram o antigo Largo de Moura, fazendo desaparecer a Praia de D. Manoel. Todo o mercado foi executado em peças padronizadas de ferro fundido, encomendadas na França pelo General Souza Aguiar, arquiteto e sucessor de Pereira Passos na Prefeitura em 1906.
Foi simples a inauguração oficial do novo edifício, a 14 de dezembro de 1907, pelo Presidente Afonso Pena e Prefeito Souza Aguiar, junto com diversas autoridades. O novo mercado ocupava uma área de 22.500 metros quadrados, e custou mais de 4.000 contos. Composto de um pavilhão central, de forma octogonal, com 35 metros de altura, onde existia um grande relógio; de quatro torreões, nos quatro ângulos, com 24 metros de altura, e de vinte e quatro pavilhões laterais, com mais de 500 lojas. Internamente, existiam 16 ruas calçadas à paralelepípedos. Seu funcionamento só foi iniciado a 15 de fevereiro de 1908. O velho mercado foi demolido em 1911.
Em 1922, ganhou uma fachada provisória de madeira e funcionou como pavilhão de exposições da grande Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, em 1922. Com a construção da avenida Perimetral, à partir de 1958, decidiu-se por sua demolição, feita por partes. Em 1962, os funcionários do Restaurante Albamar, que alugava um dos torreões dos ângulos, solicitaram ao Governador Carlos Lacerda que não demolisse seu local de trabalho, ocupado pelo dito estabelecimento há longos anos. Atendeu o Governador às súplicas e o torreão foi mantido.
Em seu redor, desde 1980, é realizada aos sábados a tradicional "Feira de Antigüidades da Praça XV", muito concorrida pelos turistas. Hoje tombado pela municipalidade, o torreão do Albamar é um valioso remanescente dessa arquitetura, típica da Revolução Industrial, da qual restaram no Brasil poucos exemplares.